.....Adaptation to Global Warming: innovation to survive.....
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Rota de fuga ao telhado, uma lição do furacão Harvey
Os desastres deixam lições. Pelo menos por enquanto. Talvez o Homem atinja tal nível de sapiência que não mais lições a aprender. Será?
Por enquanto os desastres deixam lições. O Katrina deixou. O Sandy deixou. E uma lição do Furacão Harvey pode ser obtida do uso de recomendação de que os ilhados, que tem casas invadidas pelas águas, devem ficar no telhado para se fazerem visíveis. Pessoas que nunca imaginaram ser possível ficarem ilhadas se viram nesta situação.
Há doze anos atrás mais de 1800 pessoas morreram em Nova Orleans com a passagem do furacão Katrina. A maior parte delas presas em sótãos, sem acesso ao telhado. Não havia modernos meios de comunicação disponíveis funcionando. Celulares não conseguiam linha. Não podiam ter suas baterias recarregadas pela falta de energia nas linhas de energia. Telefones fixos inutilizados pela água.
Não é fácil subir ao telhado se não houver condições favoráveis. E condições favoráveis são diferentes para diferentes indivíduos. Para um indivíduo alpinista e nadador uma corda amarrada pode ser tudo o necessário. Para um típico indivíduo de faixa dos setenta a oitenta anos, sem prática atlética, sedentário ou que realize atividades de baixa demanda de esforço, subir ao telhado pode ser muito mais desafiante e exigir outras condições mais favoráveis. Pense numa pessoa com alguma dificuldade para a realização de atividades de vida diária, situação que acomete um percentual nada desprezível das pessoas com mais de setenta anos. Subir ao telhado exige condições compatíveis com suas deficiências.
Uma rota de fuga é bom que esteja construída em uma casa em área, por critérios técnicos, inundável. Uma escada com apoio até o fim do percurso é uma solução. E funciona numa comunidade se, em geral, for uma exigência legalmente determinada, com parâmetros exigidos condizentes com uma rota de fuga ao telhado eficiente e eficaz.
A legislação deve conter, também, exigências para que esta rota de fuga seja mantida em condições de uso. Com acesso a ela permanentemente desobstruído. Ela mesma permanentemente desobstruída. Isto envolve a proibição de ser usada, mesmo temporariamente, como local de estocagem de material.
E façamos votos que rotas de fuga ao telhado nunca tenham de ser usadas.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
As capacidades de Adaptação ao Aquecimento Global: Países de Língua Portuguesa
Esta postagem dá continuidade a comparações entre países sobre a capacidade de Adaptação ao Aquecimento Global sob o ângulo da capacidade efetivamente exercida de crescimento do produto per capita. Utilizando o banco de dados sobre produto per capita dos países disponibilizado pelo Banco Mundial para acesso público foram primeiramente comparados os cinco maiores países do mundo. Para cada país comparado tomou-se o produto per capita relativo análogo mundial em dólares do ano, em termos de paridade de poder de compra, ou seja, dividiu-se o produto per capita do país pelo produto per capita mundial (1).
Os dados utilizados foram do ano de 1990 e de um quarto de século após, do ano de 2015. O Canadá, o Brasil e os Estados Unidos se distinguiram por capacidade de Adaptação abaixo da média, segundo o indicador "taxa de crescimento do GDP per capita (2). Entre 1990 e 2015 o produto per capita canadense cresceu -1,08% ao ano e o brasileiro -0,85% ao ano.
Do ponto de vista do que indica a GDP per capita ambos, os dois menos bem posicionados, o Canadá e o Brasil, estão mal situados quanto à capacidade de desviar recursos do uso corrente para financiar atividades dirigidas à Adaptação. Mas há uma diferença entre a terra da Rainha e a República verde amarela. Com o Aquecimento o Canadá, pelo recuo do permafrost ganha terra agricultável. O Brasil vai vendo a aridização reduzir a área agricultável nas latitudes próximas à linha equatorial, latitudes de até 15 graus de latitude Sul, onde se encontra a maior parte de seu território. Vai faltando recursos para o necessário grande esforço de Adaptação.
A situação do Brasil o colocou, entre os cinco maiores países do mundo, como o que está em situação mais crítica face à capacidade de Adaptação ao Aquecimento Global. Isto conduziu a uma curiosidade, sobre qual a situação relativa dos maiores países da América Latina. Foi encontrado, novamente, que o Brasil está na pior situação (3).
A comparação com pequenos grupos de países pode ser conduzida agora aos países de lingua portuguesa. Representam uma diversidade de situações e uma unidade de exposição a um mesmo poder colonial. Um poder colonial que deixou marcas até onde não exerceu o poder colonial, apenas instalara um entreposto comercial. Os turistas japoneses ao chegarem em Portugal se deparam com um prato nacional japonês, a tempura, que logo acreditam ter sido uma prova da capacidade imitativa portuguesa. Mas, ao invés, a tempura resulta da capacidade imitativa japonesa. É um prato nacional português desde o começo do milênio passado, séculos antes da chegada de portgueses ao arquipélago (4).
O efeito da colonização portuguesa se deu em muitos aspectos importantes na vida dos povos ocupados. Os portugueses se impuseram como uma matriz cultural em todos os povos por ele colonizados. Uma matriz reforçada, segundo o sociólogo Gilberto Freyre (5, 6), pela disposição portuguesa à miscigenação, esta absolutamente repelida pelos saxões. Do ponto de vista econômico o legado português foi estampado, entre outras características, em limitada capacidade de industrialização, derivada de sua condição de aliados dos ingleses. Era a quem competia representar os interesses ingleses na Europa Continental. No Brasil, foi imposta pelo ingleses, a quem os portugueses tinham que ceder para permanecer no jogo do jugo colonial. A presença de fatores históricos comuns confere substância à apreciação comparativa desses países de língua portuguesa. São incluidos na Tabela 1, abaixo, os países que têm o português como língua nacional e para os quais há dados de GDP per capita relativos a 1990 e 2015 no banco de dados disponibilizado pelo Banco Mundial (7).
Tabela 1 Taxa de crescimento do GDP per capita relativo dos Paises
de Língua Portuguesa entre 1990-2015 e capacidade de
Adaptação ao Aquecimento Global*
País** Taxa de crescimento
anual***
Cabo Verde 3,04
Moçambique 2,16
Portugal - 0,54
Angola - 0,77
Brasil - 0,85
Guiné Bissau - 2,54
Obs.:* GDP per capita relativo= GDP per capita do país em Paridade de Poder de
Compra/GDP per capita mundial.
** Países com português como língua nacional para os quais existem dados
do GDPs per capita de 1990 e 2015 no banco de dados sobre CDP dos
países disponibilizado pelo Banco Mundial.
***Segundo a relação entre os GDPs per capita relativos ao mundial de 2015
e de 1990.
Os dados sugerem que há países de lingua portuguesa indo bem, outros indo mal. Em brincadeira dizem uns brasileiros que nosso problema foi nosso colonizador. Mas, os dados não lhes dão claro suporte. Há pontos de vista sob os quais Cabo Verde e Moçambique vão muito bem, obrigado. Vão se saindo melhor do que o colonizador, na era da economia digital e suas implicações na configurações da economia globalizada. Os que vão se saindo mal, procurem seus motivos.
O brilhante desempenho em termos de GDP per capita de Cabo Verde tem fundamento na atividade turística, na transferência de nacionais expatriados, na pesca. É penosa a atividade agrícola no arquipélago. Revela, o desempenho, êxito numa ciclópica luta contra as desvantagens geográficas e de constituição de solo (7). Uma nação arquipélago em que a maior ilha é uma pequena ilha. Em que o solo é vulcânico. Em que a latitude norte em torno dos 16 graus, a 650 km a oeste de Dacar, no extremo oeste da África Continental, a expõe a um clima tipo Sahel, a que o Aquecimento Global promete ainda aumento de aridez.
Moçambique foi, em termos internacionais, o país mais afetado em 2015 pelas Mudanças Climáticas (8). Uma penosa seca já marcara o seu processo de retomada após a comoção do período de guerra. Do ponto de vista de orientação de macro gestão, após um estágio de experiência socialista teve adotado o modelo capitalista. Grandes investimentos que contaram com subsídio generoso geram os items de peso na pauta de exportação (9). O modelo de crescimento de Moçambique não teve continuado êxito em ser inclusivo. Reduziu pouco a pobreza. Paira a paz romana. Brasileiros que estiveram lá na década passada relatam que Maputo, a capital, relembra, em termos de paz e de estilo arquitetônico, os velhos bons tempos do Rio de Janeiro dos anos cinquenta. Cariocas sessentões que troquem dias de turismo na zona do euro por Cabo Verde e Moçambique têm a ganhar. Se escolherem bem o tempo de ir podem encontrar um clima ameno, correspondente ao do Sul maravilha brasileiro, proporcionado por sua latitude ao sul de Curitiba, a cidade de temperatura anual média mais baixa no Brasil.
Portugal teve a seu favor a política da União Européia de redução das desigualdades internas. Contou com recursos de fundo para infraestrutura, parte deles a fundos perdidos (10). Também contou com recursos de fundo de desenvolvimento, em termos camaradas. Sua taxa de crescimento anual do GDP per capita relativo ao médio mundial foi, entre os anos 1990 e 2015, apenas um décimo de um por cento superior ao GDP per capita análogo dos países da zona do euro. Tem sofrido sério impacto de situações extremas atribuíveis ao Aquecimento Global e está alerta ao problema (11).
Angola continua em seu esforço para diversificação da economia, marcada do petróleo que representa 55 % do PIB e 95 % das exportações. Vive percalços economicos e políticos e vem tendo de dedicar recursos para conter ameaças de desestabilização somados a necessidade de contenção da ação de grupos rebeldes. O acesso à educação nas zonas rurais é de apenas 25%, ascendendo a 40% nas zonas urbanas . Na virada do milênio, a taxa de analfabetismo da população com idade superior a 15 anos era 58%. A malária continua a ser a principal causa mortis em Angola, onde a esperança de vida é de 49 anos (12).
O Brasil não tem a desvantagem locacional e geografica de Cabo Verde. Se estende a latitudes fora da região equatorial, se estende a regiões nemos castigadas pelo Aquecimento Global. O Brasil não passou por situação análoga a Moçambique, tendo grupos paramilitares atuando contra o governo, não passou pelo esforço adaptativo de ter em sucessão dois tipos de macro gestão antagonicos. Os desastres naturais foram proporcionalmente significativamente menores, em termos relativos. Como nada acontece sem causa, os brasileiros devem buscar a razão para uma taxa de crescimento muito menor do que as obtidas por Cabo Verde e por Moçambique. Será melhor que busquem sem atribuir todos os males e todos os erros aos que pensam de forma diferente. Terão, assim, melhor chance de um melhor diagnóstico, pois todos os grupos têm pontos positivos e pontos negativos, ou se consideram grupos divinos?
O Brasil, entre os países de língua portuguesa que estão ficando para trás na corrida pelo aumento do GDP per capita só está permanecendo à frente de Guiné-Bissau. Este país não conheceu nenhum processo de industrialização e em que a própria produção agrícola carece de sofisticação. Está ainda tão atrasado que
A história legou aos cinco maiores países latinoamericanos a possibilidade de uma melhor posição de enfrentamento dos efeitos negativos do Aquecimento Global. Nada há entre eles que represente o desastre apresentado, até agora, por Guiné-Bissau. (14)
Referências
1 Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global. Adaptação ao Aquecimento Global e o Produto Per Capita Mundial. Disponível em: http://inovasmtp.blogspot.com.br/2017/06/adaptacao-ao-aquecimento-global-e-o.html.
2 Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global. Comparando Indicadores de Capacidade de Adaptação entre os cinco maiores países: o Brasil desponta um futuro de Submergent Power?. Disponível em: http://inovasmtp.blogspot.com.br/2017/06/crescimento-e-adaptacao-os-5-maiores.html.
3 Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global. Capacidade de Adaptação ao Aquecimento Global e as cinco maiores economias latinoamericanas. Disponível em: http://inovasmtp.blogspot.com.br/2017/07/capacidade-de-adaptacao-ao-aquecimento.html.
4 FARLEY, David (2017). The truth about Japonese tempura. BBC Travel. August, 10. Disponível em: http://www.bbc.com/travel/story/20170808-the-truth-about-japanese-tempura. Acesso: ago. 10, 2017.
5 FREYRE, Gilberto (1933). Casa Grande & Senzala. 52a ed. São Paulo: Saraiva. 2013.
6 CABAÇO, José Luis de Oliveira (2007). Moçambique: identidades, colonialismo e libertação. São Paulo: USP (Tese de doutorado). Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-05122007-151059/pt-br.php. Acesso em: 15 ago. 2017.
7 Cabo Verde: Country Strategy Paper 2014 - 2018. African Development Bank. Disponível em: https://www.afdb.org/fileadmin/uploads/afdb/Documents/Project-and-Operations/2014-2018_-_Cape_Verde_Country_Strategy_Paper.pdf. Acesso em: 18 ago. 2017.
8 Deutsche Welle. Moçambique foi o país mais afetado por fenómenos climáticos em 2015. Notícias/Moçambique. Disponível em: http://www.dw.com/pt-002/mo%C3%A7ambique-foi-o-pa%C3%ADs-mais-afetado-por-fen%C3%B3menos-clim%C3%A1ticos-em-2015/a-36312360. Acesso em: 18 ago. 2017.
9 ROSS, Doris C. (Coord.) (2014). Moçambique em Ascensão: Construir um novo dia. Washington: FMI. Disponível em: https://www.imf.org/external/lang/portuguese/pubs/ft/dp/2014/afr1404p.pdf. Acesso em: 17 ago. 2017.
10 ROYO, Sebastián (2006). Portugal, Espanha e a União Européia. Revista Relações Internacionais. 09 Março, p.091-113. Disponível em: http://www.ipri.pt/images/publicacoes/revista_ri/pdf/r9/RI09_07SRoyo.pdf. Acesso em: 12 ago. 2017.
11 Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global. Portugal em adaptação ao aquecimento global. Disponível em: http://inovasmtp.blogspot.com.br/2014/11/portugal-em-adaptacao-ao-aquecimento.html.
12 LOTZ -SISITKA, Heila; URQUHART, Penny 2014. As Alterações Climáticas Contam: Relatório Nacional de Angola. Joanesburgo: SARUA. Disponível em: http://www.sarua.org/files/SARUA%20Vol2No1%20Relat%C3%B3rio%20Nacional%20de%20Angola.pdf. Acesso em: 20 ago. 2017.
13 Banco Mundial (2015). Guiné Bissau: Memorando Económico do País - Terra Ranca! Um novo começo. Disponível em: http://documents.worldbank.org/curated/en/843231468250507098/pdf/582960PORTUGES0CEM0final010Feb150PT.pdf, Acesso em: 20 ago. 2017.
14 Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global. Capacidade de Adaptação ao Aquecimento Global e as cinco maiores economias latinoamericanas. Disponível em: http://inovasmtp.blogspot.com.br/2017/07/capacidade-de-adaptacao-ao-aquecimento.html.
Os dados utilizados foram do ano de 1990 e de um quarto de século após, do ano de 2015. O Canadá, o Brasil e os Estados Unidos se distinguiram por capacidade de Adaptação abaixo da média, segundo o indicador "taxa de crescimento do GDP per capita (2). Entre 1990 e 2015 o produto per capita canadense cresceu -1,08% ao ano e o brasileiro -0,85% ao ano.
Do ponto de vista do que indica a GDP per capita ambos, os dois menos bem posicionados, o Canadá e o Brasil, estão mal situados quanto à capacidade de desviar recursos do uso corrente para financiar atividades dirigidas à Adaptação. Mas há uma diferença entre a terra da Rainha e a República verde amarela. Com o Aquecimento o Canadá, pelo recuo do permafrost ganha terra agricultável. O Brasil vai vendo a aridização reduzir a área agricultável nas latitudes próximas à linha equatorial, latitudes de até 15 graus de latitude Sul, onde se encontra a maior parte de seu território. Vai faltando recursos para o necessário grande esforço de Adaptação.
A situação do Brasil o colocou, entre os cinco maiores países do mundo, como o que está em situação mais crítica face à capacidade de Adaptação ao Aquecimento Global. Isto conduziu a uma curiosidade, sobre qual a situação relativa dos maiores países da América Latina. Foi encontrado, novamente, que o Brasil está na pior situação (3).
A comparação com pequenos grupos de países pode ser conduzida agora aos países de lingua portuguesa. Representam uma diversidade de situações e uma unidade de exposição a um mesmo poder colonial. Um poder colonial que deixou marcas até onde não exerceu o poder colonial, apenas instalara um entreposto comercial. Os turistas japoneses ao chegarem em Portugal se deparam com um prato nacional japonês, a tempura, que logo acreditam ter sido uma prova da capacidade imitativa portuguesa. Mas, ao invés, a tempura resulta da capacidade imitativa japonesa. É um prato nacional português desde o começo do milênio passado, séculos antes da chegada de portgueses ao arquipélago (4).
O efeito da colonização portuguesa se deu em muitos aspectos importantes na vida dos povos ocupados. Os portugueses se impuseram como uma matriz cultural em todos os povos por ele colonizados. Uma matriz reforçada, segundo o sociólogo Gilberto Freyre (5, 6), pela disposição portuguesa à miscigenação, esta absolutamente repelida pelos saxões. Do ponto de vista econômico o legado português foi estampado, entre outras características, em limitada capacidade de industrialização, derivada de sua condição de aliados dos ingleses. Era a quem competia representar os interesses ingleses na Europa Continental. No Brasil, foi imposta pelo ingleses, a quem os portugueses tinham que ceder para permanecer no jogo do jugo colonial. A presença de fatores históricos comuns confere substância à apreciação comparativa desses países de língua portuguesa. São incluidos na Tabela 1, abaixo, os países que têm o português como língua nacional e para os quais há dados de GDP per capita relativos a 1990 e 2015 no banco de dados disponibilizado pelo Banco Mundial (7).
Tabela 1 Taxa de crescimento do GDP per capita relativo dos Paises
de Língua Portuguesa entre 1990-2015 e capacidade de
Adaptação ao Aquecimento Global*
País** Taxa de crescimento
anual***
Cabo Verde 3,04
Moçambique 2,16
Portugal - 0,54
Angola - 0,77
Brasil - 0,85
Guiné Bissau - 2,54
Obs.:* GDP per capita relativo= GDP per capita do país em Paridade de Poder de
Compra/GDP per capita mundial.
** Países com português como língua nacional para os quais existem dados
do GDPs per capita de 1990 e 2015 no banco de dados sobre CDP dos
países disponibilizado pelo Banco Mundial.
***Segundo a relação entre os GDPs per capita relativos ao mundial de 2015
e de 1990.
Os dados sugerem que há países de lingua portuguesa indo bem, outros indo mal. Em brincadeira dizem uns brasileiros que nosso problema foi nosso colonizador. Mas, os dados não lhes dão claro suporte. Há pontos de vista sob os quais Cabo Verde e Moçambique vão muito bem, obrigado. Vão se saindo melhor do que o colonizador, na era da economia digital e suas implicações na configurações da economia globalizada. Os que vão se saindo mal, procurem seus motivos.
O brilhante desempenho em termos de GDP per capita de Cabo Verde tem fundamento na atividade turística, na transferência de nacionais expatriados, na pesca. É penosa a atividade agrícola no arquipélago. Revela, o desempenho, êxito numa ciclópica luta contra as desvantagens geográficas e de constituição de solo (7). Uma nação arquipélago em que a maior ilha é uma pequena ilha. Em que o solo é vulcânico. Em que a latitude norte em torno dos 16 graus, a 650 km a oeste de Dacar, no extremo oeste da África Continental, a expõe a um clima tipo Sahel, a que o Aquecimento Global promete ainda aumento de aridez.
Moçambique foi, em termos internacionais, o país mais afetado em 2015 pelas Mudanças Climáticas (8). Uma penosa seca já marcara o seu processo de retomada após a comoção do período de guerra. Do ponto de vista de orientação de macro gestão, após um estágio de experiência socialista teve adotado o modelo capitalista. Grandes investimentos que contaram com subsídio generoso geram os items de peso na pauta de exportação (9). O modelo de crescimento de Moçambique não teve continuado êxito em ser inclusivo. Reduziu pouco a pobreza. Paira a paz romana. Brasileiros que estiveram lá na década passada relatam que Maputo, a capital, relembra, em termos de paz e de estilo arquitetônico, os velhos bons tempos do Rio de Janeiro dos anos cinquenta. Cariocas sessentões que troquem dias de turismo na zona do euro por Cabo Verde e Moçambique têm a ganhar. Se escolherem bem o tempo de ir podem encontrar um clima ameno, correspondente ao do Sul maravilha brasileiro, proporcionado por sua latitude ao sul de Curitiba, a cidade de temperatura anual média mais baixa no Brasil.
Portugal teve a seu favor a política da União Européia de redução das desigualdades internas. Contou com recursos de fundo para infraestrutura, parte deles a fundos perdidos (10). Também contou com recursos de fundo de desenvolvimento, em termos camaradas. Sua taxa de crescimento anual do GDP per capita relativo ao médio mundial foi, entre os anos 1990 e 2015, apenas um décimo de um por cento superior ao GDP per capita análogo dos países da zona do euro. Tem sofrido sério impacto de situações extremas atribuíveis ao Aquecimento Global e está alerta ao problema (11).
Angola continua em seu esforço para diversificação da economia, marcada do petróleo que representa 55 % do PIB e 95 % das exportações. Vive percalços economicos e políticos e vem tendo de dedicar recursos para conter ameaças de desestabilização somados a necessidade de contenção da ação de grupos rebeldes. O acesso à educação nas zonas rurais é de apenas 25%, ascendendo a 40% nas zonas urbanas . Na virada do milênio, a taxa de analfabetismo da população com idade superior a 15 anos era 58%. A malária continua a ser a principal causa mortis em Angola, onde a esperança de vida é de 49 anos (12).
O Brasil não tem a desvantagem locacional e geografica de Cabo Verde. Se estende a latitudes fora da região equatorial, se estende a regiões nemos castigadas pelo Aquecimento Global. O Brasil não passou por situação análoga a Moçambique, tendo grupos paramilitares atuando contra o governo, não passou pelo esforço adaptativo de ter em sucessão dois tipos de macro gestão antagonicos. Os desastres naturais foram proporcionalmente significativamente menores, em termos relativos. Como nada acontece sem causa, os brasileiros devem buscar a razão para uma taxa de crescimento muito menor do que as obtidas por Cabo Verde e por Moçambique. Será melhor que busquem sem atribuir todos os males e todos os erros aos que pensam de forma diferente. Terão, assim, melhor chance de um melhor diagnóstico, pois todos os grupos têm pontos positivos e pontos negativos, ou se consideram grupos divinos?
O Brasil, entre os países de língua portuguesa que estão ficando para trás na corrida pelo aumento do GDP per capita só está permanecendo à frente de Guiné-Bissau. Este país não conheceu nenhum processo de industrialização e em que a própria produção agrícola carece de sofisticação. Está ainda tão atrasado que
"a economia é pouco diversificada e dominada pela produção de
castanhas de caju não processadas. O crescimento médio anual tem
acompanhado com dificuldade o crescimento populacional, o que se deve
em parte a um ambiente de governação difícil, frequentemente
interrompido por turbulência política, incluindo golpes militares.
O último golpe ocorreu em 2012. A fragilidade política na
Guiné-Bissau tem constrangido o crescimento liderado pelo sector
privado e a redução da pobreza."(13)
A história legou aos cinco maiores países latinoamericanos a possibilidade de uma melhor posição de enfrentamento dos efeitos negativos do Aquecimento Global. Nada há entre eles que represente o desastre apresentado, até agora, por Guiné-Bissau. (14)
Referências
1 Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global. Adaptação ao Aquecimento Global e o Produto Per Capita Mundial. Disponível em: http://inovasmtp.blogspot.com.br/2017/06/adaptacao-ao-aquecimento-global-e-o.html.
2 Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global. Comparando Indicadores de Capacidade de Adaptação entre os cinco maiores países: o Brasil desponta um futuro de Submergent Power?. Disponível em: http://inovasmtp.blogspot.com.br/2017/06/crescimento-e-adaptacao-os-5-maiores.html.
3 Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global. Capacidade de Adaptação ao Aquecimento Global e as cinco maiores economias latinoamericanas. Disponível em: http://inovasmtp.blogspot.com.br/2017/07/capacidade-de-adaptacao-ao-aquecimento.html.
4 FARLEY, David (2017). The truth about Japonese tempura. BBC Travel. August, 10. Disponível em: http://www.bbc.com/travel/story/20170808-the-truth-about-japanese-tempura. Acesso: ago. 10, 2017.
5 FREYRE, Gilberto (1933). Casa Grande & Senzala. 52a ed. São Paulo: Saraiva. 2013.
6 CABAÇO, José Luis de Oliveira (2007). Moçambique: identidades, colonialismo e libertação. São Paulo: USP (Tese de doutorado). Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-05122007-151059/pt-br.php. Acesso em: 15 ago. 2017.
7 Cabo Verde: Country Strategy Paper 2014 - 2018. African Development Bank. Disponível em: https://www.afdb.org/fileadmin/uploads/afdb/Documents/Project-and-Operations/2014-2018_-_Cape_Verde_Country_Strategy_Paper.pdf. Acesso em: 18 ago. 2017.
8 Deutsche Welle. Moçambique foi o país mais afetado por fenómenos climáticos em 2015. Notícias/Moçambique. Disponível em: http://www.dw.com/pt-002/mo%C3%A7ambique-foi-o-pa%C3%ADs-mais-afetado-por-fen%C3%B3menos-clim%C3%A1ticos-em-2015/a-36312360. Acesso em: 18 ago. 2017.
9 ROSS, Doris C. (Coord.) (2014). Moçambique em Ascensão: Construir um novo dia. Washington: FMI. Disponível em: https://www.imf.org/external/lang/portuguese/pubs/ft/dp/2014/afr1404p.pdf. Acesso em: 17 ago. 2017.
10 ROYO, Sebastián (2006). Portugal, Espanha e a União Européia. Revista Relações Internacionais. 09 Março, p.091-113. Disponível em: http://www.ipri.pt/images/publicacoes/revista_ri/pdf/r9/RI09_07SRoyo.pdf. Acesso em: 12 ago. 2017.
11 Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global. Portugal em adaptação ao aquecimento global. Disponível em: http://inovasmtp.blogspot.com.br/2014/11/portugal-em-adaptacao-ao-aquecimento.html.
12 LOTZ -SISITKA, Heila; URQUHART, Penny 2014. As Alterações Climáticas Contam: Relatório Nacional de Angola. Joanesburgo: SARUA. Disponível em: http://www.sarua.org/files/SARUA%20Vol2No1%20Relat%C3%B3rio%20Nacional%20de%20Angola.pdf. Acesso em: 20 ago. 2017.
13 Banco Mundial (2015). Guiné Bissau: Memorando Económico do País - Terra Ranca! Um novo começo. Disponível em: http://documents.worldbank.org/curated/en/843231468250507098/pdf/582960PORTUGES0CEM0final010Feb150PT.pdf, Acesso em: 20 ago. 2017.
14 Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global. Capacidade de Adaptação ao Aquecimento Global e as cinco maiores economias latinoamericanas. Disponível em: http://inovasmtp.blogspot.com.br/2017/07/capacidade-de-adaptacao-ao-aquecimento.html.
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Depave, a bright idea
As one removes the
pavement, it is removed what was hiding the land, the natural support
of life. As the land is uncovered, the green has its way to come
back. Different dimensions of changes take place. Let’s consider
some aspects of the question of depaving.
The sun rays
incident on leaves are reflected more strongly than in the concrete.
In other words, the albedo of the leaves is, in general, bigger than
the albedo
of the pavement (1). As a result, the leaves absorb less energy. The
difference of albedo may be very important. When to pave is really
imperious all attention should be given to the difference of albedo
of the alternatives among types of pavement material. But when what
matters is the difference of the albedo of leaves and the albedo of
pavements, the differences of energy absorbed among alternative
pavements are not so important as the different destination the
leaves and the concrete or asphalt give to the solar energy absorbed. It as as comparing green roofs (2) and conventional or reflective roofs (3). The
vegetables convert the solar energy absorbed in input for vital
physical and chemical processes, including the photosynthesis. The
construction materials, in an opposite way, convert in heat the
solar energy absorbed. The pavement get heated and dissipate the heat
in the surrounding air by convection and directly in the entire
environment by increasing the emission of infrared rays. The
air over the pavement gets heated, contributing to the tormentors
urban heat island (UHI) effect. The air over green life, instead,
contributes to alleviate the UHI (4).
To better the
quality of life is good for all of us, and the green
space is positively correlated with quality of life (5). This is a
very important as the
green is favourable to mental health (6). Being opposite to the pro
depression pavement is a nice impact of depave, as more important as
the number of depressed people is growing.
Unpaved land has the
property of retaining and absorbing water. When it begins to rain the
firsts rain drops that fall over the leaves tend to stay there. After
the leaves become wet, the additional water flows. The land has a
more proeminent benefical behavior. The firsts drops that fall on the
land remains there instead of flowing. In the sequence the flow
begins to be divided, part being absorbed by percolation, part
flowing over the surface of the land. The flash floods are less
intense as the water takes more time to begin flowing over the
surface, and have a smaller flow. This property is invoked to
determining the choice among types of pavement.
To those who the
objective is solely to atenuate the flash floods, some poor
solutions alternative to depave are satisfactory. The porous
concretes that can percolate water are a kind of this type of solution.
But changing the building material of pavement does not give the
property of absorbing the solar energy incident not converting it in
heat. It does not give the contribution to the mental health and the
quality of life, it does not give contribution to alleviate the UHI.
It is an action of Adaptation to Global Warming, by decreasing the impetus of flash floods. But it is an action inferior in results than maintaining the land.
If the mistake of
paving what was not necessary is already done, Depave is the solution. Depave, a bright idea.
References
1 WANG, Shengyang (2015). Pavement albedo assessment: methods, aspects, and implication. Iowa State University. Digital Repository. Graduate Theses and Dissertations. Paper 14904. Avaiable at: http://lib.dr.iastate.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=5911&context=etd. Access July 13, 2017.
2 Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global. Green roof as an universal tool for Adaptation to Global Warming. Disposable at: http://inovasmtp.blogspot.com.br/2012/01/green-roof-as-universal-tool-for.html.
Access: July 14, 2017.
3 Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global. A comparison between reflective and green roofs as tools for Adaptation to Global Warming.Avaiable at: http://inovasmtp.blogspot.com.br/2012/01/comparison-between-reflective-and-green.html. Access: July 14, 2017.
4 YANG, Xiaoshan: ZHAO, Lihua (2016). Diurnal Thermal Behavior of Pavements, Vegetation, and Water Pond in a Hot-Humid City. Buildings, 6, 2; doi:10.3390/buildings6010002. Disposable at: www.mdpi.com/2075-5309/6/1/2/pdf. Access: July 03, 2017.
5 Land Use Consultants (2004). Making the links: greenspace and quality of life. Scottish Natural Heritage Commissioned Report No. 060 (ROAME No.F03AB01). Avaiable at: http://www.snh.org.uk/pdfs/publications/commissioned_reports/F03AB01.pdf. Access: July 12, 2017.
6 TOWNSEND, Mardie; WEERASURIYA, Rona (2010). Beyond Blue to Green: The benefits of contact with nature for mental health and well-being. Melbourne: Beyond Blue Limited. Avaiable at: http://www.hphpcentral.com/wp-content/uploads/2010/09/beyondblue_togreen.pdf. Access: July 03, 2017.
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1 WANG, Shengyang (2015). Pavement albedo assessment: methods, aspects, and implication. Iowa State University. Digital Repository. Graduate Theses and Dissertations. Paper 14904. Avaiable at: http://lib.dr.iastate.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=5911&context=etd. Access July 13, 2017.
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Access: July 14, 2017.
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6 TOWNSEND, Mardie; WEERASURIYA, Rona (2010). Beyond Blue to Green: The benefits of contact with nature for mental health and well-being. Melbourne: Beyond Blue Limited. Avaiable at: http://www.hphpcentral.com/wp-content/uploads/2010/09/beyondblue_togreen.pdf. Access: July 03, 2017.
segunda-feira, 17 de julho de 2017
Capacidade de Adaptação ao Aquecimento Global e as cinco maiores economias latinoamericanas
A
capacidade de Adaptação aos efeitos do Aquecimento Global de um
país é correlacionada à capacidade de desenvolvimento. É
interessante ver como se dispõem, neste aspecto os cinco maiores
países latinoamericanos. Tanto a situação do bloco dos cinco, como a situação de cada um em particular. O interesse e a revelação dos dados pode ser maior quando o leitor é nacional de um dos cinco países, ou tem interesse particular em um deles. Embora sejam mais heterogêneos em termos
de extensão de área do que os cinco maiores países do mundo, são
mais homogêneos em termos de seus processos históricos econômicos que moldou seus traços sócio-econômico-culturais de hoje. Têm como traço de união terem invadidos pelos "descobridores". Tiveram seus ocupantes nativos mortos ou marginalizados dos seus eixos de desenvolvimento . Seus colonizadores foram europeus, da península abaixo dos Pirineus, eles mesmos, deslocadosdos do eixo do desenvolvimento hegemônico construido acima dos Pirineus.
Como resultado os países latinoamericanos são mais homogêneos em termos de suas taxas de
crescimento. Pelo menos quanto ao espraiamento de suas taxas de
crescimento do PDB per capita,
aqui apresentadas, em termos
relativos à taxa de crescimento do PDB per capita
mundial entre 1990 e 2015, como na Tab. 1.
Taxa
de crescimento do PDB per capita dos cinco maiores
países
latinoamericanos em relação à variação do PDB
per
capital mundial 1990-2015
| País | Área em km2 | Taxa de crescimento relativo anual (%) |
| Peru | 1.285.216 | 0,94 |
| Argentina | 2.780.400 | 0,03 |
| Colombia | 1.138.914 | -0,07 |
| México | 1.964.375 | -0,09 |
| Brasil | 8.515.767 | -0,85 |
| Fonte: GPD.Percapita.PPP.worldbank, 2017 |
Três
situações distintas saltam aos olhos dos que observam os dados
acima. Argentina, México e Colômbia formam
um grupo que acompanhou de perto a mudança do PDB per
capita mundial. A Argentina não tem
fatos notáveis, nem a favor, nem contra a sua capacidade de crescimento. Na Colombia
ressalta-se a guerrilha como um fator que se contrapôs às políticas
econômicas governamentais e que demandou recursos para que fosse
combatida. No México há a registrar a excepcional localização
como fazendo fronteira à maior economia mundial e obtendo
investimento produtivo direto incrementado pelo
North American Free Trade Agreement (NAFTA).
Ou seja, a Colômbia, apesar da guerrilha e o México, mesmo com o
NAFTA, formam com a Argentina um grupo de grandes países
latinoamericanos que, sob o aspecto do crescimento do PDB per
capita
acompanhou de perto a capacidade média de Adaptação ao Aquecimento
Global.
O
Peru se distingue por uma alta taxa de crescimento
do PDB per
capita neste
período 1990-2015. Saiu no início deste período de anos de
crescimento prejudicado por descontrole inflacionário. Vencida
a hiperinflação, políticas de austeridade foram impostas, a
que há analises lhes creditando o êxito econômico,
e retomou-se um crescimento fundado em crescente exportação de
minérios
e pescado, uma política alinhada com os tempos da sedimentação da
terceira onda de globalização econômica financeira. Deu
certo, do ponto de vista do crescimento da renda e do emprego,
bem como da redução da pobreza. O PDB per
capita
nestes
25 anos, subiu
de 63% para 80% do PDB per
capita
mundial. Mesmo
com um desfavorável desastre natural
trazido
pela ocorrência
do El
Niño
costero e
do
desastre político econômico representado pelos ecos na economia
peruana da descoberta de má prática da construtura brasileira
Odebrecht, responsável por obras de infraestrutura importantes para
o país, por hora “efetivamente embargadas”, o por muitos constestado modelo de desenvolvimento adotado (ZEOLLLA; ADELARDI; CAPRARULO, 2015) ainda está
permitindo, no corrente 2017, previsões
de crescimento favoráveis. Aplica-se ao Peru, com correção, a
posição de país emergente.
O
Brasil, por sua vez, se distingue por ter passado de PDB per
capita
superior
em 22% ao PDB
per
capita nundial
em 1990 para 99% do PDB per
capita
mundial em 2015. Aplica-se
ao Brasil,
com correção, a posição de país submergente.
Referências
Banco
Mundial (2017). Peru Panorama General. El
Banco Mundial en Peru. Washington:
17 abr. 2017. Disponível
em: http://www.bancomundial.org/es/country/peru/overview.
Acesso
em: 12 jul. 2017.
BERNAL, Alicia
(2013). Actual éxito económico de Perú se basa en dos pilares
fundamentales. ABC Color. Assunção: 16 de setembro de 2013.
Disponível em:
http://www.abc.com.py/edicion-impresa/economia/actual-exito-economico-de-peru-se-basa-en-dos-pilares-fundamentales-618284.html.
Acesso em: 13 jul. 2017.
International
Federation of Red Cross and Red Crescent Societies (2017). Perù:
Inundaciones. Boletín Informativo n.2. 12
de março de 2017. Disponível em:
Publimetro.pe (2017). ¿Cómo afecta 'El Niño Costero'a la 'sólida' economía del Perú?. Lima: 22 mar. 2017. Dispnível em: http://publimetro.pe/actualidad/noticia-como-afecta-nino-costero-solida-economia-peru-57999. Acesso: 12 jul. 2017.
ZEOLLLA, Nicolás Hernán; ADELARDI, Ana Laura; CAPRARULO, Claudio Alejandro. La economía de Perú y los problemas del desarrollo. La revista del CCC. Janeiro / Junho 2015, n° 22. Actualizado: 2016-03-22. Disponible en Internet: http://www.centrocultural.coop/revista/articulo/555/. ISSN 1851-3263. Acesso em: 13 jul. 2017.quinta-feira, 6 de julho de 2017
O Reino da Noruega: bem adaptado?
Adaptação, Cuidados com a Amazônia e Hipocrisia
O
Reino da Noruega era pobre. As atividades desenvolvidas e a forma
como eram desenvolvidas conduziram
à relativa igualdade entre os cidadãos. A origem, os leitores
sabem, está naqueles vikings, comerciantes e grandes navegadores. O
imaginário popular os coloca como gostando de portar grandes e
pesados chifres, mas nada há de oficial nesta questão. Há mais
informação de que eram, também, guerreiros e expropriadores. Mas o
império viking foi construído no frio e nunca conseguiu amealhar
terras de grande riqueza produtiva.
O
bacalhau fora pescado em duras condições nas águas de mares frios.
Produziu a base da pauta de exportação em tempos modernos, já
pescado em maiores
outras latitudes.
O
Reino da Noruega continuou pobre mesmo depois que o progresso
tecnológico incluiu o petróleo como importante fonte energética
para o calor em processos produtivos e como praticamente exclusiva
fonte energética para os diversos transportes. Mas o conhecimento
dos exploradores de petróleo mudou sua sorte. Foi exatamente na
causa principal do Aquecimento Global, com sua gigantesca ofensa à
vida na biosfera da Terra que se baseou a grande mudança da Noruega.
Foi trazida pela descoberta do petróleo em áreas, mesmo submersas,
em sua reconhecida jurisdição. Resultou de que a sua exportação
de petróleo é tal que esta nação com 4,5% da extensão de área
territorial brasileira e com 2,5% da população da República do Brasil
tem uma pauta de exportação de igual dimensão.
Tem
o mérito de administrar bem esta riqueza que lhe caiu como um bônus
da natureza, tornada um bônus pelo avanço das forças produtivas
desenvolvido em latitudes mais baixas. Mas o que é apresentado, de
seu resultado como dos mais altos IDH
do mundo, que compartilha com a Dinamarca, como sendo fruto de uma
política de boa base de educação da população e de uma justa
distribuição de renda, tem como indispensável componente básico
explicativo, também, a exploração do bônus natural e de sua
consequente contribuição à degradação das condições de vida,
principalmente futuras, em grandes áreas do Planeta.
Quando
a Noruega dedica fundo financeiro para projetos de absorção de
carbono está tentando reduzir a contribuição ao mal causado pela
“economia do petróleo”, na qual tem seu bem-estar assentado. O
aumento do desmatamento da Amazônia no Brasil havido em 2015-2016
buliu com o que pode ser considerado um alívio para uma consciência
pesada do país nórdico. É uma questão de “descargo de consciência” no
linguajar dos matutos do interior do Nordeste do Brasil, o grupo que
representa a maior expressão da dívida socioeducacional brasileira.
Trouxe como reação a redução dos fundos disponibilizados para
projetos de Mitigação/Adaptação mantidos pela Noruega. O anúncio
formal foi feito em meio à visita oficial do Presidente da República
do Brasil àquele Reino.
A
relação da Noruega com a Amazônia não se limita à sua
significativa contribuição ao Aquecimento Global o qual, segundo
previsões do Hadley Centre, lider mundial no estudo do futuro clima
da Terra, deverá levá-la a encolher em cerca de 30% até 2100.
Global
warming will wreck attempts to save the Amazon rainforest, according
to a devastating new study which predicts that one-third of its trees
will be killed by even modest temperature rises.
(ADAM,
2009).
Enquanto
as previsões, em termos de mudança de clima, vão sendo observadas,
o já significativo aumento de literalmente 50% do teor de dióxido
de carbono na atmosfera vai estabelecendo mudanças na composição
dos vegetais, que crescem mais rapidamente, quanto menor for sua
densidade, reduzindo os seus teores de proteínas, com sério impacto
sobre a fauna. Mesmo no seio da floresta amazônica madeiras menos
densas, aumentando a taxa de crescimento mais do que as mais densas,
reduzem a densidade média da floresta. São mais sensíveis ao
stress
hídrico, expondo mais facilmente a floresta ao fogo, por secarem
mais rapidamente e por serem de combustão mais rápida.
A
relação do Reino com a Amazônia está traçada, também, pela
aplicação do fundo soberano norueguês, onde é aplicado o maná
econômico do petróleo. O fundo detém larga fração do capital da
empresa Hydro, uma das poucas líderes mundiais da indústria do
alumínio.
O
ciclo da produção de alumínio começa com a extração do minério
de bauxita, que contém 45-60%
de óxido de alumínio e é tipicamente minado em minas abertas,
exigindo a remoção completa da vegetação e da camada superior do
solo. (SWITKES,
2005, p.5)
Enquanto
seja beneficiada com isenção de 2 bilhões
de dólares do governo brasileiro
prossegue uma trajetória de ofensas
à floresta e aos seus povos. Um vazamento
de lama tóxica tornou-se o maior desastre ecológico da área. Os
habitantes
foram
impossibilitados de continuar a fazer o uso doméstico do rio, como:
beber água, cozinhar, lavar louça e roupa, e tomar banho. Os
moradores também deixaram de pescar e fazer a coleta de camarão,
atividade de subsistência que garantia a base alimentar
(FERNANDES; ALAMINO; ARAÚJO, 2014, p. 53/54)
A
empresa já colecionou mais de duas mil multas, aplicadas pela
autoridade do meio ambiente. A extração da bauxita na Amazônia e
de outros minerais é examinada, por vários autores, em termos de
sua relação de geração de riqueza
para uns e miséria para outros e para o ambiente. Listas de
malefícios podem ser encontradas em Fernandes, Alamino e Araújo
(2014) e em Switkes (2005). Um irônico resulta do chumbo que vai
sendo jogado na água, o qual reduz, como se sabe, a capacidade
cognitiva dos que com ela se dessedentam.
Testes
realizados pelo Laboratório de Química Analítica e Ambiental da
Universidade Federal do Pará (UFPA) indicaram que um em cada cinco
moradores
da região onde estão as empresas norueguesas está contaminado por
chumbo. (SENRA,
2017)
Os
habitantes locais, pobres, sem o “lure” que atrai grandes
notícias, são expostos a baixos níveis cognitivos enquanto os que
recebem os benefícios são premiados com o mais alto nível de IDH.
A
assimetria da informação favorece o comportamento heterogêneo,
assimétrico. A assimetria da informação não é destruída pelas
novas tecnologias. O zelo
com o desmatamento é propalado com força. O efeito de destruição
da floresta, incomparavelmente maior do que o do desmatamento, fica
deixado sem ênfase. Têm-se que reconhecer que este é um
comportamtento que aproveita a oportunidade que lhe está sendo
oferecida pelo mercado. Neste sentido é um êxito de adaptação.
Mas
não é este o tipo de Adaptação que este blog defende ser
aprofundado e difundido.
ADAM,
David (2009). Amazon could
shrink by 85% due to climate change, scientists say. The
Guardian, 11 de março de
2009. Disponível em:
https://www.theguardian.com/environment/2009/mar/11/amazon-global-warming-trees.
Acesso em 05 jul. 2017.
FERNANDES,
Francisco Rego Chaves; ALAMINO, Renata de Carvalho Jimenez; ARAUJO,
Eliane Rocha (Eds) (2014). RECURSOS MINERAIS E COMUNIDADE: impactos
humanos socioambientais econômicos. Disponível em:
www.cetem.gov.br/livros/item/download/117_128aa6542fad51c7e1f1fc29e18ab373.
Acesso em: 05 jul. 2017.
SENRA, Ricardo (2017). Apesar de criticar desmatamento, Noruega é dona de mineradora denunciada por contaminação na Amazônia. BBC Brasil. Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40423002. Acesso em 05 jul. 2017.
SWITKES,
Glenn Ross. Impactos
ambientais e sociais da cadeia produtiva de Alumínio na Amazônia –
Ferramentas para os trabalhadores, as comunidades e os ativistas.
Disponível
em:
https://www.internationalrivers.org/sites/default/files/attached-files/foiling2005_po.pdf.
Acesso em
03 jul. 2017.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Adaptação ao Aquecimento Global e o Produto Per Capita Mundial
A Biblia, o livro
mais lido no mundo, registra que Jesus Cristo passou 40 dias no
deserto. Isolado. Um soldado japonês, leal súdito do Imperador,
continuava ignorando a perda da qualidade sobrehumana do seu Senhor,
décadas após esta condição lhe haver sido reitrada. Escondido
numa floresta asiática só mais de 5 décadas após o armistício
que selou o fim da II Guerra Mundial, foi ter contato com um novo
mundo em que o seu país voltava a despontar, desta vez já como a
segunda potência mundial. Estivera isolado. Como a floresta onde
estava vivendo.
O sistema
atmosférico é global e se poderia dizer que nunca houve alguma área
completamente isolada. Mas, se pode buscar alguma forma de
isolamento. Se pode dizer que, estando o sistema atmosférico em
equilíbrio em termos de ciclos anuais, ou seja, havendo apenas
alterações conjunturais, que não alterem parâmetros médios
decenais do clima, as interações entre cada segmento da atmosfera e
o todo podem ser consideradas neutralizadas. Neste caso, não haveria
rompimento da condição de isolamento se as médias de dez anos
fossem permanecessem iguais. Neste ponto de vista o deserto de Jesus
e a floresta do soldado japonês poderiam ser considerados isolados.
O sistema
atmosférico é global e agora está passando por uma alteração que
muda os parâmetros médios decenais. Está passando por Mudanças
Climáticas. A interação agora, entre cada segmento da atmosfera e
o todo passa por mudanças de uma outra natureza. Passa por
alterações de longo prazo. Não há mais espaço para argumento de
isolamento. Na alteração que cada segmento vai passando há
necessária participação da interação com o restante da
atmosfera.
O envólucro gasoso
da Terra, em sua marcha de mudança de longo prazo de parâmetros
(longo prazo como centenas de anos) vai interagindo com a superfície
aquosa e térrea da Terra, levando os ambientes de segmentos da
biosfera a estarem expostos a influência de seus entornos.
Uma nação, com seu
sistema socioeconômico, está tão exposta ao seu entorno quando os
segmentos da bioesfera, que se considerem nela contidas. As condições
de vida natural, social e econômica vão se alterando com o passar
do tempo, dada a continuidade das Mudanças Climáticas. Nada fica
estacionário em seus parâmetros decenais. Nada está isolado. A
situação de completa interdependência não fica exposta se os
dados de um sistema socoeconomico forem apreciados em forma isolada,
que não considere de forma explícita elementos externos a ela, tal
como dados de produto per capita da economia.
Nesta época de
mudanças de condições em que a vida se estabelece e frutifica,
mudanças que envolvem interação clamando por consideração
explicita, pedem indicadores que exponham esta irremediável
interrelação. Os produtos per capita nacionais, o mais usado
indicador do estado de uma economia nacional, se tornam portadores da
relação de interação com os entornos das respectivas nações
quando são expressos em termos que incluem informação externa ao
específico sistema em que os produtos são gerados. Uma forma
simples de se fazer expressa a relação de interdependência é
expressar o produto per capita nacional como fração do
análogo produto per capita mundial.
O produto per
capita interno bruto é uma variável síntese de um aspecto da
vida econômica em uma nação. Ao ser colocado como uma fração
(que se torna própria ou imprópria) do análogo produto per capita
mundial, fica exposta uma relação de posição entre a economia
nacional e a economia do mundo das nações. A variação desta
fração entre anos porta a informação sobre o desempenho econômico
relativo de uma economia. Se está mais bem adaptada do que a média,
tende a apresentar crescimento acima da média. E vice-versa.
Uma economia que tem
capacidade para ser bem adaptada às mutantes condições econômicas,
também, em princípio, deve ter capacidade para se adaptar aos
efeitos das Mudanças Climáticas, trazidas ou não, pelo Aquecimento
Global. Economias com boa capacidade de adaptação às mutantes
condições climáticas, somadas às mutantes condições econômicas,
tendem a ter um crescimento dao produto per capita mais elevado do
que a respectiva média mundial.
Foi usado na
postagem anterior deste blog Inovação e Adaptação ao Aquecimento
Global, de 5 de junho deste 2017, Comparando Indicadores de Capacidade de Asaptação entre os 5 maiores países: o Brasil desponta um futuro de Submergent Power?, o conceito de produto per capita nacional
relativo ao mundial aplicado aos cinco maiores países, baseado em dados do Banco Mundial. Viu-se como
o Canadá, em que pese um brilhante prospecto de ganhos pelo
Aquecimento Global, tem se saído mal no curto prazo, perdendo
anualmente um por cento de produto per capita relativo ao mundial.
Mas, como país de alto nível de renda
per capita, continua bem acima
da média. O Brasil, que estava ligeiramente acima, caiu
para abaixo da média, por ter tido seu produto per capita
crescido menos 0,85% ao ano em relação ao mundial. E a situação
literalmente não muda ao se desconsiderar a perda de mais de 4% per
capita no ano de 2015, ano final do intervalo 1990 – 2015
considerado.
Próxima postagem prevista para 07 de julho:
A Noruega e prejuízos continuados à Adaptação na Amazônia.
Próxima postagem prevista para 07 de julho:
A Noruega e prejuízos continuados à Adaptação na Amazônia.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Comparando Indicadores de Capacidade de Adaptação entre os 5 maiores países: o Brasil desponta um futuro de Submergent Power?
Os efeitos das Mudanças Climáticas poduzem perdas econômicas causadas por eventos extremos. Em princípio, sendo tudo o mais constante (coeteris baribus), tanto maior a taxa de crescimento de uma economia, tão mais margem tem para que continue crescendo, apesar dos efeitos negativos que o Aquecimento Global lhe imponha. Neste aspecto é interessante analisar as taxas de crescimento dos 5 maiores países do mundo.
É bom que se tome um período largo, que expresse uma situação mais estrutural, levando a que percam peso variações conjunturais. O Banco Mundial disponibiliza dados que se prestam a uma visão da situação de crescimento dos produtos per capita (GDP per capita) dos países relativamente ao produto per capita mundial. Este indicador expressa como anualmente, em média, cada país vai crescendo o GDP per capital nacional em uma taxa superior ou inferior ao mundial.
Os dados disponibilizados, relativos à economia mundial, se estendem ao período 1990 e 2015, sendo relativos ao início e ao fim deste período e a alguns anos do intervalo. Pode-se tomar o ano de 1990 como o início da hegemonia do paradigma tecnológico microeletrônico e da globalização que a acompanhou. Uma nova era, portanto, reorganizando o potencial de crescimento dos países. O período 1990-2015 trata do primeiro um quarto de século sob a hegemonia deste paradigma e da globalização correspondente.
Tomando os produtos per capita em dólares correntes, expressos em termos de paridade de poder de compra, divididos pelo produto per capita mundial em cada um dos anos extremos do intervalo, tem-se para a taxa de crescimento anual percentual do produto per capita nacional, entre os anos de 1990 e 2015, de cada um dos 5 maiores países, em relação ao produto per capita mundial, por ordem decrescente:
A China, com seu modelo de economia fechado às ingerências externas, vem apresentando a mais larga margem para fazer frente às adversidades climáticas. Entre 1990 e 2015 o GDP per capita chinês passou de 16 para 92% do GDP per capita mundial.
A Russia não foi capaz de apresentar desempenho semelhante. É um país cuja vastidão o faz estar presente na Europa como o país de maior extensão neste continente e na Ásia, como também o país de maior extensão neste outro vasto continente. Tamanha diversidade torna difícil que se atinja altas taxas de crescimento, Crescendo o produto per capita a 1/3 de 1 por cento acima da média mundial não está mal. No período 1990-2015 seu GDP per capita subiu de 147 para 162% do mundial.
Os Estados Unidos da América se apresentam com uma taxa de crescimento esperado. Sua extensão territorial e seu elevado nível de renda inicial no período toram difícil superar a taxa de crescimento do produto per capita mundial. Seu produto per capita relativo vem caindo a um ritmo de cerca de 5/4 de 1 por cento ao ano. Passou de 441 para 358% do produto per capita mundial.
O Brasil tem uma taxa de crescimento do produto per capita relativo literalmente igual ao dos Estados Unidos. Mas, esta taxa de crescimento que pode ser considerada é boa para os Estados Unidos, não pode ser considerada boa para o Brasil. Seu produto per capita anda no entorno de apenas cerca de 27,5% a 28% do produto per capita americano. Quanto a este aspecto o Brasil não está bem posicionado para absorver os impactos negativos do Aquecimento Global. Em 1990 apresentava um GDP per capita de 122% do análogo mundial. Chegou a 2015 com 98%. Crescer abaixo da média, para quem está abaixo da média não é um comportamento emergente. Se o Brasil insistir em crescer abaixo da média, de agora em diante, não mais será uma potência emergente. Se insistir terá uma baixa margem para Adaptação ao Aquecimento Global, como potência submergente.
Simultaneamente a apresentar uma taxa de crescimento abaixo da média o Brasil apresenta um alto endividamento do governo, indicando um padrão de gastos acima do que seria sustentável. Para um futuro não comprometido com estrangulamentos herdados por incontinência fiscal, os economistas estão advogando remédios amargos no presente para evitar viabilizar uma saída da indesejável posição de submergente. Deve-se frisar e enfatisar que se houver insistência de fração da sociedade em não abrir mão de privilégios considerados indevidos por muitos, se desvanece o apoio geral a medidas duras para o hoje que poderiam trazer melhor amanhã.
Por último temos o Canadá. É um país de alto nível de renda, com prospecto de ampliação de sua área agricultável como resultado de effortless Adaptação ao Aquecimento Global. Esta pode ser a razão por que muitos brasileiros, acostumados à idéia de morarem num país do futuro, busquem o Canada, para onde o futuro teria se transferido. Por enquanto, todavia, seu produto per capita cresce a um ritmo anual 1 por cento abaixo do crescimento do produto per capital mundial. Nesses 25 anos passou do GDP per capita de 370% do mundial para 282%.
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