terça-feira, 14 de maio de 2019

Migração Climática e Reações



O Aquecimento Global vem produzindo já notáveis mudanças climáticas. Uma tradicional fértil área da Guatemala, recentemente, em termos históricos, perdeu capacidade produtiva agrícola devido à atual insistência da presença da seca, que passou a dominar o cenário climático da área.

A Adaptação ao Aquecimento Global, neste caso tem sido a migração. É uma Adaptação em níveis individual, familiar e coletivo. Indivíduos decidem emigrar da área condenada. Famílias decidem sair da área que abrigou seus antepassados. Como resultado, pelo expressivo percentual de emigrantes, torna-se um fenômeno coletivo.

O movimento emigratório é uma Adaptação em dois sentidos. Uma reação de indivíduos e famílias a uma mudança nas condições de vida da área onde habitam, mudança que retirou desta área, parte da capacidade de dar suporte continuamente a um mesmo número de habitantes historicamente determinado. Adicionalmente, os que saem proporcionam um redução da relação “homens por hectare”, facilitando a capacidade de sobrevivência dos que permanecem.

A emigração produz reações na área para onde se destinam os migrantes. No caso de um país pequeno e pobre como a Guatemala, ofusca e atrai o poderio econômico norteamericano, uma nação de imigrantes. A reação à migração na nação destino, por sua vez, passa a ser uma das pedras angulares da política no país que é destino almejado. No exercício da tentativa de Adaptação um guatemalteco imigrante morreu quando preso. Um fato que complica o quadro da Adaptação à intenção de imigração na área almejada como destino. Um custo imprevisto para todas as partes envolvidas.

O Aquecimento Global produz uma complexa cadeia de consequências. Os efeitos e reações terminam representando um custo tal que deixam sem expressão de representatividade as estimativas de custo elaboradas simplesmente em termos de perda de produção agrícola, hoje adotadas. Estas atuais estimativas não levam em conta a sequência adicional de interações causadas pelo efeito inicial.

domingo, 12 de maio de 2019

How weeds help adapt to climate change




An interesting report reading on how weeds help adapt to climate change is, as usual, seen under the optic of mitigation of climate change.

The title is How weeds help fight climate change, by Georgina Kenyon, in BBC, Section: Future, Topic: Climate Change, May 10th, 2019.

The recuperation of devasted areas, by combining vegetation-water, has been giving good results in widespread experiences and should be formally studied as subject of agricultural research, and of ambiental research.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

O Cientista da Radiação e Inovador da Aviação Samuel Pierpont Langley merece maior destaque

O Cientista da Radiação e Inovador da Aviação Samuel Pierpont Langley merece maior destaque


Esta postagem aparece simultaneamente nos Blogs “Inovação e Adaptação ao Aquecimento Global” e “Santos Dumont Inovador e Inventor”. Isto acontece porque Langley deu contribuições seminais em ambas as áreas;

- a sua principal área de trabalho científico, radiação, básica na
  compreensão do fenômeno Aquecimento Global; e 

- sua área de pura inovação, a aviação.
A vida na Terra depende da dose de radiação solar recebida. Se diminuir sensivelmente o gelo toma conta de tudo. Se aumentar de forma pronunciada, viramos um Marte maior. E foi na crucial radiação que Langley deu sua contribuição na sua área de trabalho científico. Desenvolveu um aparelho para medir radiação e, como inovação bem sucedida o usou e o viu ser usado pelo mundo afora. O próprio bolômetro, que criou para medir radiação, foi aperfeiçoado por ele mesmo de modo a funcionar autonomamente, acumulando informação. Produziu uma revolução na medição de radiação, esta variável fundamental para entendimento do clima da Terra e de suas mudanças e para a construção de meios de Adaptação ao Aquecimento Global. Afinal, o controle de radiação é importante para controle de temperatura em ambientes construidos e em ambientes abertos ensombrados. Em seus trabalhos científicos ele foi além das necessidades de conhecimento para a sua época. Mediu até a radicação refletida pela lua. Seu bolômetro media variações de centésimos de milésimos de grau centígrado ( 1 ).

Ambientes contruídos climatizados são cada vez mais importantes para salvar vidas nas ondas de calor que cada vez mais se fazem presentes ( 2 ), com maior intensidade e extensão temporal e geográfica nas latitudes médias. E vão abrigando cada vez mais um maior percentual de homens x horas do aparelho produtivo mundial, como forma de manter a produtividade que de outra forma seria rebaixada pela perda de eficiência das pessoas.

Ambientes abertos parcialmente ensombrados são uma Adaptação em termos agrícolas, reduzindo a temperatura de modo a mantê-la dentro de determinados limites máximos de temperatura e mínimos de insolação diária, para cultivos que toleram este caminho de Adaptação. Para tudo isto, ambientes construídos climatizados e ambientes abertos ensombrados, as questões de radiação são fundamentais.

A aviação, por outro lado deve a Langley parte de seu desenvolvimento. Como obra coletiva, o desenvolvimento da aviação tem destaque no primeiro vôo autosustentado de objeto mais pesado que o ar, manufaturado pelo Homem. Foi Langley que desenvolveu um “aerodromo”, como ele chamava, com natureza de um drone, ou seja, não tripulado, que vôou de forma autosustentada. Em 1902 um drone de sua autoria vôou mais de três quilômetros. Embora tenha sido lançado de uma catapulta, não há dúvida de que qualquer energia adicional que a catapulta tenha transferida ao drone não garantiria seu vôo de três quilômetros, em velocidade e alturas razoavelmente constantes, não fosse um objeto de vôo autosustentado. A energia acumulada ou o seria na forma de energia potencial, representada pela altura da trajetória, ou por energia cinética, representada pela velocidade de deslocamento. Não houve sinais de perda de energia acumulada durante o vôo.

O motor era a movido a vapor. A relação potência peso era suficiente para o vôo não tripulado. A passagem para vôo tripulado demandava um aumento de escala do aerodromo e um aumento da relação potência-peso do motor de forma a dar espaço à carga na forma do tripulante.

O drone fora feito aplicando leis de aerodinâmica já estabelecidas. As mesmas leis seriam aplicadas ao aparato em plena escala. Mas houve uma importante mudança. A fonte de energia mecânica para a propulsão própria do aerodromo seria um motor à explosão, movido por gasolina. E a concepção deste motor gerou uma contribuição importante para o desenvolvimento da aviação anteriormente ao emprego generalizado de turbinas. O motor radial, com pistões, concebido era capaz de proporcionar um alto coeficiente de potẽncia-peso. E tornou-se a concepção de motor mandatória na aviação das primeiras décadas do século XX, tendo como ápice o motor Pratt & Whitney R4360 que desenvolvia mais de 3000 HP. Até o tempo do uso predominante nos caças Focke-Wulf Fw 190 e bombardeiros B29 da II Guerra Mundial, dos Douglas DC7 e dos Constelations, da aviação civil, mesmo no início dos anos 1950, os motores radiais imperaram. Só os Electra americanos e os Viscount europeus, de meados do século XX, com suas turbinas como fonte de energia mecânica para suas hélices, derrubaram a supremacia dos motores radiais. O legado de Langley dominou os ares, contribuindo substancialmente ao desenvolvimento da aviação..

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Vamos aquecer para enfrentar o Aquecimento


Vamos aquecer para enfrentar o Aquecimento

Aquecer globalmente é uma das ações de Adaptação ao Aquecimento Global. Aquecer fazendo exercício físico habilita o Homem a aproveitar as oportunidades e enfrentar com mais facilidade as adversidades trazidas pelo Aquecimento Global. Há um grande número de sedentários em todo o mundo que precisam sair desta condição de sedentários.

A condição de temperatura ideal ao Homem é o intervalo 22-25 graus centígrados. O afastamento desta zona de conforto causa dois efeitos que se somam contra o Homem. Um efeito é o acionamento no ser humano de mecanismos biológicos de adaptação, os quais impõem custos crescentes ao organismo até o limite de não mais garantir as funções vitais. Outro efeito é o de dar mais vitalidade a patógenos ao Homem. Cada patógeno tem a sua temperatura ideal de máximização de sua vitalidade. Estas temperaturas estão, em geral, acima de 25 graus centígrados. Um grupo de patógenos perde sua vitalidade no entorno à esquerda de 40 graus centígrados, por isto a febre é um sinal de defesa do organismo contra estes patógenos. Os mecanismos de defesa do Homem perdem força enquanto algum patógeno nele instalado ganha força, estabelecendo um quadro do doença. Por este mecanismo o Aquecimento Global, por expor mais homens x hora acima de 25 graus e por aumentar a exposição a temperaturas mais altas os indivíduos da espécie Homos Sapiens aumenta a percentagem de pessoas com doenças. O aumento da temperatura em si pede uma resposta em termos de adaptação que anule ou reduza o seu feito maléfico.

As Mudanças Climáticas estão trazendo maior variabilidade para o clima. Ondas de frio surgem rapidamente de derrames do vortex polar trazendo temperaturas siberianas para o Norte da Europa e da América. Ondas de calor cada vez mais intensas, extensas e frequentes vão assolando regiões de médias latitudes. Incêndios florestais vão batendo seguidos recordes de extensão e de perdas provocadas. Precipitações monumentais vão trazendo enchentes que solapam a separação entre esgotos sanitários e esgotos pluviais, espalhando patógenos e contaminando fontes de água potável. Enfim, as Mudanças Climáticas vão trazendo um forte impacto direto e imediato de eventos extremos, para o que, muitas vezes os atingidos recebem ajuda para a absorção menos traumática, dado a visibilidade do impacto atrair ondas de solidariedade. E não recebem ajuda para um impacto insidioso, pouco percebido pelos não atingidos, de grande esforço para recuperar as condições de vida prévias, partindo de condições desfavoráveis e desgastados por estas condições. Este impacto insidioso, que atinge os sobreviventes não é notícia que dê retorno às grandes mídias. Mas um certo sentimento de incerteza vai, aos poucos se abatendo sobre os que não foram vítimas, pois cada um de nós sabe que sua hora de ser atingido pode chegar, destruindo o conforto do modo de vida que conseguiu construir. Quanto mais forte estiver um indivíduo menos provável de entrar em óbito em igualdade de circunstâncias desfavoráveis; menos provável ser atingido por contaminações de patógenos; menos graves as doenças que contrair; menor tempo de recuperação; mais provável recuperação completa; menores as marcas residuais não apagáveis de doenças.

Um elemento favorável ao fortalecimento dos indivíduos é se manterem em saudável exercício, que contribui à satisfação do dito romano mens sana incorpore sano. Para quem não está em plena forma, passar a assim ficar é um ato de prevenção contra futuras desditas climáticas, é um ato de adaptação. As Mudanças Climáticas tornaram mais importante a atenção com o equilíbrio entre condição física plena e condição mental plena.

Quanto exercício, que exercício, como se exercitar, são questões a serem respondidas por profissionais que tenham ganho competência no assunto. Incontáveis sites tratam do assunto, a exemplo da conservadora BBC; da inovadora CNN; das conceituadas escola de medicina de Harvard e clínica Mayo.

Neste aspecto deve-se notar que as competições olímpicas são muito interessantes para despertar o entusiasmo pelo esporte. Mas os atletas que competem dedicam-se de forma tão intensa a atividades físicas que são mostruários de desequilíbrio entre atividade mental e atividade física, podendo em certas circunstâncias se tornar mais debilitados do que muitos sedentários, por terem forçado seus organismos além dos limites saudáveis. O equilíbrio dá mais resiliência global. Mas o equilíbrio para ser atingido como fim exige equilíbrio de meios para atingí-lo.

Exercício físico, inclusive na forma de desportes, é melhor praticado pela inteira população de uma cidade quando a autoridade municipal contribui a fornar ambientes próprios para a sua prática. É uma política pública de apoio à saúde pública. É uma política de formação de uma população com melhor qualidade de vida, mais resistente a doenças físicas e mentais, com melhor memória e, assim, mais resistente às adversidades que decorrem das Mudanças Climáticas.





segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A Adaptação às Mudanças Climáticas a nível global: cabe à ONU liderar

A Adaptação às Mudanças Climáticas a nível global: cabe à ONU liderar


Há previsões com base em conhecimento científico sobre os efeitos do Aquecimento Global em diferentes regiões do globo terrestre. Algumas regiões poderão passar por um período, de décadas, de aumento da pluviosidade e de potencial de produção agrícola. Canadá e Russia ganham área agricultável com o recuo das área de permafrost. Estados Unidos ganham produtividade com o aumento da pluviosidade no centro norte. Outras regiões no mundo poderão passar por fases cada vez mais intensas de exposição a secas dramáticas, muitas delas podendo vir acompanhadas de incẽndios florestais devastadores. Outras áreas ficam mais expostas a sofrer com outros graves eventos atmosféricos extremos, produtores de rastros de imediata destruição.

Certamente estudos baseados em risco e incerteza podem permitir a formação de tamanhos de população ideal para cada área, nas décadas deste século, capazes de otimizar, ou pelo levar ao prospecto de confortável situação diante dos efeitos do aquecimento global. A dinâmica populacional levada por decisões individuais derivadas de absoluta falta de consciência do pesadelo que se pode ter à frente, não deverá conduzir a populações nada próximas das adequadas em cada área. Mas os governos podem, por diferentes políticas públicas, induzir as decisões individuais a fazerem caminhar as populações aos níveis menos desadequados, com grande efeito benéfico para todos os habitantes da Terra. Isto significa menos sofrimento nas áreas sujeitas a eventos desfavoráveis; menos sofrimento em migrações de alto risco; menos reação contra imigrantes, proporcionando ambiente menos desfavorável aos que migram.

É interessante que diminua o estress sobre os recursos naturais provenientes do acréscimo populacional e que a sustentabilidade seja garantida, ou pelo menos, menos ameaçada. Algumas regiões já tem populações acima do que podem suportar, enquanto outras podem ter a população aumentada num ritmo maior do que tem atualmente. A água passa a ser motivos de conflitos além do previsto pelos que assim viam o futuro pela ótica do aumento populacional, sem levar em conta os efeitos das Mudanças Climáticas que agudizam o problema.

Se trata de reduzir pressões redistributivas sobre uma população que, segundo as previsões atuais, é projetada a atingir 11,2 bilhões de habitantes da Terra, tentando reduzir esta previsão, ao tempo em que as populações de cada área sejam mais próximas do adequado.

É tempo de se notar ser a Mitigação do Aquecimento insuficiente, com ou sem defecções a acordos de Paris, para evitar fortes impactos sobre a redistribuição da capacidade de suporte à vida humana nas distintas regiões da Terra. É insuficiente porque os impactos já estão no mundo. Já há regiões na África e na Índia onde o gritante aumento do suicídio de agricultores tradicionais marca o despreparo dos governos para lidar com a Adaptação. Esta Adaptação que muitas vezes pode se representar positiva para uns e, por efeitos de externalidade, negativa para outros, gerando conflitos.

A Adaptação que tem tanto espaço para medidas locais, também o tem para medidas globais. Cabe à ONU liderar a Adaptação a nível global, onde duas medidas de âmbito geral se insinuam como mais importantes:
- elevação da educação populacional, para que podem contribuir apoio ao planejamento e aos esforços para elevação da qualidade; e

- o comedimento ao crescimento populacional, a que os experts podem contribuir com apoio ao desenho de ações dirigidas a levar as livre decisões individuais a, no todo, menos se afastar do adequado às circunstâncias, levando em conta a sustentabilidade e os aumentos de riscos e incertezas trazidas pelas Mudanças Climáticas.


Novas Postagens no primeiro dia de cada mês

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Vanuatu threatens lawsuit claiming for the damages as Adaptation to catastrophic climate change


 Vanuatu threatens lawsuit claiming for the damages as Adaptation to catastrophic climate change

Vanuatu, a nation with an estimated population of 280,000 people spread across roughly 80 islands, is among more than a dozen island nations that already face rising sea levels and more frequent strong storms that can kill and wipe out much of their economies.

Vanuatu, in the Pacific, is considering suing fossil fuel companies and industrialised countries that use them for their role in creating the catastrophic climate change that is inflicting heavy losses on the country, infernizing the life of his citizens.

it is time for some of the billions of dollars of profits that fossil fuel companies generate every year be given as compensation to the damage they cause in countries such as "desperate" Vanuatu.


FROM NOW ON this Blog has new posting at the first day of each month. 

Additional postings at any time may be delivered. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Residência em florestas: Cuidando das cercanias como Adaptação ao Aquecimento Global



As habitações em meio a florestas tropicais têm em volta, em geral, uma clareira. Ou seja, uma área sem vegetação em volta da casa. A construção, desta forma, fica exposta à insolação. Seria melhor, do ponto de vista térmico, que estivesse ensombrada. Mas a clareira tem uma função importante. Ela desestimula a procura da construção por animais selvagens, especialmente ofídios.  Os índios já faziam isto com suas ocas, comprovando o benefício custo do estabelecimento de clareiras.

Cachorros e gansos que circulam na clareira de casas dos descedentes dos invasores europeus que habitam florestas tornam a clareira uma barreira ainda mais eficiente. O custo proveniente do aumento de temperatura pelo não ensombramento pode ser reduzido se a coberta da casa for refletora, reduzindo a absorção da energia solar incidente. Neste caso, quando se trata de reduzir as chances de ter o imóvel incenciado, se colocar matéria prima de combustão sobre a coberta de uma casa não parece uma atitude sábia.

O site da BBC traz uma sugestão de como organizar a vegetação nas cercanias das construções inseridas em florestas, de modo a reduzir as chances de serem engolidas por incêndios florestais. Como incêndios florestais estão se tornando mais frequentes e mais destrutivos, ao passo em que se agrava o Aquecimento Global, é interessante ler o que a BBC expôs sobre o assunto.